| Ana Bernardo,Paulo Vanzolini,Tião Preto e Serginho. |
Porém curioso, em rever o Vanzolini, eu que já o conhecia de “ O Jogral “, onde trabalhei em 1975, fui. Uma rua daquelas de Vila, de cara , fomos apertar a campainha e vimos o cartaz: A campainha não funciona. Apelamos pra velha e boa palma. Ou seja já chegamos na palma da mão, como diriam os pagodeiros. Dentro uma família italiana daquelas com Nona presente e competição de voz: quem falava mais alto. Era uma zuada muito interessante, uma profusão de abraços e tudo preparado esperando Tião Preto , e Seo Vanzolini,que viria acompanhado da esposa, a cantora Ana Bernardo. O anfitrião? Não estava, tinha ido fazer uma serenata pra mãe de uma amiga. Nos alojamos e já tinha uma cachaça especial aguardando o Tião. Que não se fez de rogado. E dá-lhe churrasco.Depois de uma hora, chega o Serginho, de terno, acompanhado do Seo Paulo Vanzolini e da Ana Bernardo, aliás uma baita cantora. Na entrada foi aplaudido, já que é amigo da casa e conhece a família. E ato contínuo iniciou-se a roda, com o Serginho de Mestre de Cerimônias, com seu violão infernal. Tião Preto cantou “ Amor de Trapo e Farrapo “ e ouviu um “ muito obrigado “ do Vanzolini, que quase o leva às lágrimas. E contra atacou com “ Praça Clóvis “, em seguida Ana Bernardo, a Sra Vanzolini, mandou uma seleção de Vanzolini, depois ela e Tião Preto se revezaram em muitos Cartolas, Elton Medeiros, Dorival Caimmy e a noite se fez de sons, de muita qualidade. Que luxo! Não bastando; o próprio Vanzolini , arriscou declamar “ Na Batucada da Vida “, der Ari Barroso, como se fosse um causo e depois cantou, sic, no seu modo especial de cantar “ A Capoeira do Arnaldo “. E nós fizemos o refrão, com ele e marcamos na palma da mão... “ Vamos nos embora, Eh Eh, vamos nos embora, camará “ à benção Paulo Vanzolini, à benção Ana Bernardo, à benção Serginho Maestro, à benção Tião Preto, que me põe em risco matrimonial, mas me enriquece culturalmente uma enormidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário